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A expansão (1996 – 1999)

Depois de dois anos viajando pelo Brasil e por países da Europa e América Latina com “Romeu e Julieta” e “A Rua da Amargura”, o Galpão resolveu montar um novo espetáculo mesclando teatro, circo e música. Decidiu-se pelo encontro com Molière, tanto pela identificação com o seu caráter popular quanto pela impiedosa crítica à hipocrisia da sociedade contemporânea. Nascia “Um Molière Imaginário”, versão de “O Doente Imaginário”, última peça escrita pelo dramaturgo francês, que estreou na abertura do Festival Nacional de Teatro de Curitiba.

A montagem acabou por reunir os três objetivos que sempre nortearam o grupo: uma linguagem teatral ampla, o resgate da cultura popular e a conquista de um público muito mais amplo do que somente aquele acostumado a frequentar as restritas casas de espetáculos.

Concluída essa montagem, o grupo comemorou os quinze anos de trajetória, ampliando o espaço físico para abrigar novas atividades. Alugou o prédio de um antigo cinema desativado, na mesma rua onde se localizava sua sede, e ali instalava o Galpão Cine Horto, um centro cultural de criação, formação, pesquisa e intercâmbio, aberto aos artistas e à comunidade. Além disso, lançou o livro “Grupo Galpão, 15 anos de Risco e Rito”. A publicação, escrita por Carlos Antônio Leite Brandão, sob a coordenação de Eduardo Moreira, além de um importante registro, representa até hoje, a celebração da história vivida pelo grupo.

Com direção de Cacá Carvalho, o Galpão montou “Partido”, uma livre adaptação da obra “O Visconde Partido ao Meio”, de Ítalo Calvino. A peça explorava o universo do autor, testando os limites entre o bem e o mal, com um jogo cênico todo articulado em torno das contradições. Assim, os atores eram “partidos” em dois personagens e o palco italiano tradicional se convertia em labirinto, revelando-se como páginas de um livro. A montagem marcou os 17 anos de história do Grupo Galpão e seu encontro com o ator e diretor paraense.

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