Close
Exit


O sucesso de uma experiência de mais de 30 anos (2009 – 2014)

Após a tentativa frustrada de montar a ópera “Il pagliacci”, de Rugero Leoncavallo, com direção do suíço, Daniele Finzi Pasca, o Galpão decidiu fazer seu próximo espetáculo com direção interna. Começava assim uma série de workshops, nos quais integrantes do grupo dirigiam os próprios colegas de elenco, em cenas baseadas nos textos escolhidos pelos atores. As cenas foram apresentadas em uma mostra no Galpão Cine Horto (BH) e, as mais votadas pelo público, seriam a base para o desenvolvimento do próximo espetáculo. Com a escolha de “Till, a saga de um herói torto”, decidiu-se que o mais jovem integrante do grupo, o ator Júlio Maciel, seria o diretor. Concebido para a rua, o espetáculo estreou na Praça do Papa (BH) reunindo, em apenas três dias de apresentações, 18 mil pessoas. Grande sucesso de público e crítica, a montagem recebeu os principais prêmios do teatro mineiro.

Em 2010, a montagem ganhou as estradas do país e além de percorrer as grandes capitais brasileiras, chegou também ao interior. Foi o ano da Turnê São Francisco, em que a trupe acompanhou o leito do Velho Chico, passando pelo norte de Minas Gerais e pequenos municípios do nordeste. No ano seguinte, “Till, a saga de um herói torto” se apresentava em espanhol, no Chile.

Três anos após a experiência com “Moscou”, Tchékhov voltou à pauta. Pela primeira vez, o elenco do Galpão se dividiu para realizar duas montagens diferentes, ambas dedicadas à obra do dramaturgo russo. O projeto “Viagem a Tchékhov” teve como primeiro fruto o espetáculo “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), dirigido por Yara de Novaes. Montado para o palco, com uma interpretação mais realista, o espetáculo sensibilizou plateias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, se apresentando também no Teatro de Vascello, em Roma (Itália).

O segundo espetáculo dedicado à Tchékhov, “Eclipse”, teve direção do russo Jurij Alschitz, segundo estrangeiro a dirigir o Galpão. O primeiro foi o argentino Fernando Linares. Baseado em diversos contos e fragmentos de peças do autor, “Eclipse” teve estreia, em Belo Horizonte, no final do ano, no Galpão Cine Horto.

Após a montagem de dois espetáculos com textos de Tchékhov e adaptações de contos do autor russo para o cinema, o grupo se propôs a uma nova ousadia: levar para a rua o verso erudito de Luigi Pirandello, “Os Gigantes da Montanha”. A 21a montagem da companhia, que estreou em maio de 2013, celebrava o retorno da parceria com Gabriel Villela, que dirigiu também espetáculos marcantes do grupo, como “Romeu e Julieta” (1992) e “A Rua da Amargura” (1994). O espetáculo “Os Gigantes da Montanha” recebeu em 2013 o Prêmio ‘Melhores do Ano’, pelo Guia Folha de São Paulo, na categoria Melhor Estreia, e o Prêmio Questão de Crítica, na categoria Melhor Direção Musical – Trilha Sonora Original. Em 2014, levou o Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas, na categoria Maior Público e Melhor Figurino.

Go top