->RAPIDINHAS:Debate em Ipatinga

Fim de semana passado, fui participar de um debate na cidade de Ipatinga sobre o momento do teatro de rua em Minas e no Brasil. Foi na sede do grupo Farroupilha. Apesar de pouca gente, o debate foi animado e contou com as exposições do Marcelo Bones, que acaba de estreiar com o seu grupo “Andante” uma versão de “Édipo Rei para a rua, o Didi do grupo Farroupilha e eu, que falei um pouco da experiência do Galpão e também do espetáculo de rua “Próxima edição: espreme que sai sangue”, que dirigi para a Cia Malarrumada.
Durante o debate que girou bastante sobre a crise que afeta as manifestações artísticas na rua, fomos nos dando conta que, só em Belo Horizonte, acabaram de estrear cinco espetáculos de rua no final do primeiro semestre. E o que me deixa mais preocupado, para não dizer estarrecido, é que não sai nenhum comentário ou crítica na imprensa. É como se nada tivesse acontecido. Aliás, é assustador constatar que Belo Horizonte é uma cidade desprovida de qualquer tipo de discussão minimamente aprofundada sobre o teatro, seja na mídia seja nas searas da Academia.

1 Comentário »

--x--

->RAPIDINHAS:REVISTA SOBRE ATRIZES

Sai esta semana uma nova revista - “Arte e Conhecimento”, que no seu primeiro número foca o tema da vida de atriz. Criada pela Beth Cataldo, irmã da nossa cineasta Elza Cataldo, a revista é um primor de qualidade gráfica e de conteúdo. Trazendo entrevistas com atrizes como Tonia Carrero,Denise Fraga,Marisa Orth, Eva Todor, Maria Alice Vergueiro, Zezé Mota, a gaucha Mirna Spritzer e a pernambucana Geninha da Rosa Borges, a revista dá também grande destaque a Inês Peixoto, atriz do Galpão. A revista traz um DVD grátis com o curta “O Crime da Atriz”, dirigido pela Elza, e que tem no papel principal a nossa Inezinha, arrasando como sempre.
A edição da revista faz um painel muito interessante do teatro brasileiro visto sob o prisma dessas grandes atrizes que enobrecem o nosso ofício. Além das entrevistas, matérias sobre teatro assinadas por gente competente como Affonso Ávila, Fernando Mencarelli, Cristina Ávila e Sergio Maggio, que escreve sobre a nossa querida Dulcina.

Nenhum Comentário »

--x--

->Espetáculo dirigido por Simone Ordones terá novas apresentações

“No Baile” é um espetáculo de rua, lançado em 2006, que utiliza da comédia de rua para relatar a estória de um candidato a vereador que promove uma festa para angariar votos mas recebe a visita inusitada de sua ex-amante. Dança, música e coreografia são elementos que conquistam o público e o faz participar da peça. A direção também é assinada por Glicério Rosario, com dramaturgia de Eduardo Moreira, e é encenada por ex-alunos do Oficinão. Confira datas e horários das apresentações:

Dia 03/set Escola Municipal Hugo WernecK
21 horas Rua Oscar Trompowski,, 1372 - Morro das Pedras

Dia 06/set Clube da Maturidade
15 horas Av. Prudente de Morais, 901 - sobreloja – Cidade Jardim

Dia 07/set Quadra da Vila Ponta Porã (Esquina com Andradas)
16 horas Santa Efigênia

Dia 13/set Programa Atenção ao Idoso (UNIMED)
12 horas Rua Paracatu, 600 – Barro Preto

Dia 17/set Lar São José
15 horas Rua São José, 200 – Bairro Olhos D’àgua (atrás dos Motéis)

Dia 03/out Ginásio UNI-BH
16:30 horas Estoril -

Esperamos vocês!

Nenhum Comentário »

--x--

->O TEATRO DE RUA E A ECONOMIA INFORMAL

Os vendedores ambulantes estão sempre atentos aos movimentos do mercado. Nos grandes centros basta apontar no céu o presságio de uma nuvem negra, para as esquinas se encherem de gente vendendo ou restaurando guarda-chuvas.
Sempre que o Galpão faz eventos de rua, as redondezas se enchem de ambulantes vendendo pipoca, cerveja, milho ou cachorro quente.Se coincidimos de fazer mais de um espetáculo no mesmo local, podemos estar certos que no dia seguinte aparecerão um número pelo menos três vezes maior de biscateiros.
Agora, história como nos aconteceu em Montes claros e Bocaiuva, eu ainda não tinha visto. Foi de um vendedor de churros, que ao perceber o movimento promissor na praça da Catedral em Montes Claros, instalou sua carrocinha pelos arredores do cenário. A praça ficou coalhada de gente e nosso amigo dos churros teve uma venda correspondente quase ao movimento de uma semana.
E não é que no dia seguinte, quando chegamos para a passagem de som encontramos nosso velho conhecido ambulante, com sua carrocinha, preparando-se para mais uma noite de boas vendas, dessa vez na praça do centro de convenções de Bocaiuva, distante uns quase cem quilômetros de MOC. É verdade: acompanhando o cartaz com nossa programação, o vendedor de churros viu que estaríamos em Bocaiuva no dia seguinte para fazer o mesmo “Um Molière Imaginário” Ao final, agradecido pelo incremento em suas vendas, ele ofereceu uma rodada de churros ao elenco.

Nenhum Comentário »

--x--

->PRÓXIMA EDIÇÃO: ESPREME QUE SAI SANGUE sob a direção de Eduardo Moreira

O novo espetáculo da Cia Malarrumada, “Próxima edição, espreme que sai sangue”, teve sua estréia em BH no último fim de semana. Eduardo Moreira, diretor da peça, relata que esta experiência é o resultado da evolução do seu trabalho de direção, especialmente com relação aos procedimentos de abordagem teatral desenvolvidos ao longo dos vinte e cinco anos do Galpão. Tragédia, drama, sexo e música ao vivo compõe um enredo que enfoca o sensacionalismo retratados nos jornais impressos, em três histórias curtas, escritas pela Jimena Castiglioni, Layla Roiz e pelo ator do Grupo Galpâo. Quem nâo viu ainda terá a oportunidade nos dias:
22 de agosto, na Praça Floriano Peixoto, às 20 hs.
27 de agosto, no Pátio central da reitoria na UFMG, às 12 hs.
NÃO PERCAM!!!!!

Nenhum Comentário »

--x--

->Inês Peixoto e Paulo André no espetáculo “Arande Gróvore”

Contos tradicionais e populares brasileiros, compilados nas pesquisas de Câmara Cascudo e Silvio Romero, “Arande Gróvore” tem a direção de Inês Peixoto e Laura Bastos, dramaturgia de Paulo André, criação cenográfica de Helvécio Isabel e trilha sonora especialmente criada por Fernando Muzzi. A peça teve estréia em agosto e tem obtido grande sucesso de público e crítica.
O cenário é sempre uma grande árvore e bicicletas - utilizados como elementos cenográficos - para contar uma história de contos de fadas. Falado num “gromelô”, uma língua inventada, que remete a uma linguagem afetiva, o espetáculo invoca Mnemosyne, a deusa da reminiscência, que funda a tradição, transmitida e renovada de geração em geração, através do relato das histórias orais. Vale conferir as duas últimas apresentações que acontecerão no dia 23/08, sábado às 11h na Praça Joaquim Ferreira da Luz - Santa Tereza (entre as Ruas Silvanópolis, Divinópolis e Conselheiro Rocha, em baixo da árvore entre as Ruas Conselheiro Rocha e Divinópolis) e no dia 24/08, domingo, às 15h, no Parque Municipal, em baixo do ‘Cipreste Calvo’ da Pça do Sol.
É puro encantamento para crianças e adultos!

Nenhum Comentário »

--x--

->Mensagens recebidas pelo “fale conosco” do site

Aqui vão algumas mensagens que recebemos este ano através do site. São em média 200 por mês, a maioria de pessoas a procura de informações sobre cursos ou querendo saber como entrar para o grupo. Outras tantas, como as que selecionamos para publicar aqui, falam sobre nossos espetáculos ou de acontecimentos relacionados ao Grupo. Nesses “25 Anos de Encontros” são uma amostra de nosso “Encontro Com o Público”.
Aí vai:

Meus cumprimentos a esta trupe de artistas que conseguiu me tirar de
casa,pra assisti-los.Foi a primeira vez que os assisto e a primeira vez
que me divirco como antes…Já valeria a pena,só por apresentar á minha
filha o que era um espetáculo de tal porte…Durmimos conversando sobre
vocês e acordamos rindo,porem sentindo já muita saudade…Vocês sâo
mágicos,magos e surpreendentes!Tudo que se espera é que vocês voltem
sempre!
Um grande abraço.
Sput-ning-ling-Hau
Maíra Regina Naves De Souza

Há muito acompanho a trajetória do Gupo Galpão. Tentando ser preciso; por
volta de 1992, quando assisti a Romeu & Julieta, aqui no Rio de Janeiro,
caí de quatro pelo Grupo. Quantas alegrias e emoções vocês me
preporcionaram (não só a mim…). Me diverti muito com vocês. Senti
muito também a partida da Wanda, mas muito feliz fiquei quando, tomado de
muita garra e determinação, o Galpão seguiu em frente. Ah!, mas já faz
tanto tempo.
Desde Romeu & Julieta que aconpanho todos os seus espetáculos. Apenas um
me escapou : O Inspetor Geral. Pena. Mas algum impecilho me roubou esse
prazer. Já coloquei isso na minha lista para quando ter que estar com o
\”Homem lá de Cima\” cobrar a ele o porque este prazer me foi negado.
No último final de semana mais uma vez vocês me encantaram. Estava eu, em
casa, num final de semana frio e chuvoso, quando lembrei-me do DVD do
Grupo Galpão que havia comprado com a grande (em todos os sentidos) Teuda
Bara durante a temporada de Pequenos Milagres aqui no RJ (assisti 04
vezes). Sentei em frente da TV, no chão da sala, e me encantei com a
trajetória do Grupo; me emocionei com passagens que desconhecia e revivi
momentos inesquecíveis ao lado de tão grandes amigos (posso chamá-los
assim??).
Hoje resolvi, durante a uma pausa no meu expediente, em pleno horário do
almoço, visitar o site de vocês (primeira vez…. estou encantado).
Resolvi mandar umas palavras de agradecimento ha muito tempo engasgada em
minha garganta. Agradecimento por vocês existirem, por vocês acreditarem
no sonho, por vocês persistirem em seus ideais, por vocês serem a família
que são. Quero enviar um beijo no coração de cada um de vocês, Eduardo,
Inês, Teuda; em fim, em toda a família Galpão.
MERDA à todos.
Paulo Faria

Eu sou simplesmente apaixonado pelo Galpão. O Galpão,como todo bom teatro,
é capaz de despertar até nas pessoas mais insensíveis à arte a fantasia e
o delírio, a magia das artes cênicas. Eu amo o Galpão. É isso…
Vagner Rossi Nunes Pinto

Bom, deve ter um punhado de gente escrevendo pra vc\’s então serei
breve,rs…
A apresentação do espetáculo \”Pequenos Milagres\” é de emocionar…
belíssimo!!!
Parabéns a todos!
Raquel Roque

Adoro o trabalho de vocês. Já tive oportunidade de assistir diversas
peças, sempre lindas e emocionantes. Me digam: vocês pensam em apresentar,
novamente, a peça Romeu e Julieta? Pergunto isso por tê-la visto 2 vezes e
até hoje me emociono com ela. Gostaria que todos que eu conheço também
tivessem essa oportunidade. É de uma beleza e um lirismo únicos. Queria
que meus sobrinhos e amigos também a vissem. Não há possibilidade de, nas
comemorações dos 25 anos do Grupo, ser novamente encenada? Beijos a todos.
Vocês são fantásticos.
Marília Antunes Vilaça

Gostaria de parabeniza-los pelo ótimo trabalho do grupo. Cada nova peça é
um presente para o público.
Parabéns
Anderson Gonçalves de Carvalho

Sei de um caso interessante sobre o grupo.
Ia acontecer na cidade de Santos uma apresentação do Romeu e Julieta. Ao
chegarem, os atores ficaram sabendo que seria na praia, ou seja, iriam ter
que usar as pernas de pau na AREIA.
enquanto se perguntavam quem era o responsável por aquilo, na barraca ao
lado estava o prefeito, que, não sabendo o que se passava, não queria
permitir que o carro (cenário) ficasse na areia.
Foi difícil viu…..eu suei nos bastidores, mas no fim … FOI MARAVILHOSO
! e quem alí esteve nunca mais se esqueceu desse dia tão especial.
Bet

Gostaria de participar das oficinas,mais moro em NATAL -RN- ENTRE EM
CONTATO COMIGO. Acho o trabalho do grupo fantástico. Já assisti UM HOMEM É
UM HOMEM,adorei.
Andreza Almeida De Lima

Não sei qual vocativo usar para chamá-los. Talvez fosse retalhos de cetim,
rendas, restos de batom guardados desde o tempo da mãe, dentro daquela
gavetinha com cheiro de sândalo.Gostaria de oferecer a vocês, essa porção
de poesia do mundo, um pequeno trabalho que fiz. Sou educadora ,trabalho
nas bordas do mundo. com meninos e meninas que um dia eu gostaria de ver
sorrir como eu vendo um espetáculo de vocês. A idéia do trabalho é a
seguinte: Dom Quixte resolve fazer uma reunião com alguns personagens da
literatura para saber por que as crianças estão perdendo o desejo pela
leitura. Numa grande mesa comandada por ele naturalmente há uma longa
discussão sobre os motivos que estão afastando as crianças do universo
poético. Há opiniões de toda ordem.No fim de tudo, surge a mais
convincente das personagens ela se chama amora que poderia ser amor a. Ela
sempre quer conjugar esse verbo amorar - eu amoro, tu amoras, nós amoramos
e aí vai. Por fim os personagens se transmutam: todos ficam negros e se
tranformam numa noite de magia e encantamento. Outra história é a da
reunião.Várias damas se cansam do seu destino de tinta e papel. Saem dos
livros se contorcendo, entre elas estão diadorim, sherazade, capitu,
marília e muitas outras. Descem das estantes e vão tomar chá solemente na
sala. Conversam entre si. Por fim há a reunião dois. Os homens seus
criadores se perguntam: o que deu nelas será a libertação? Por favor, não
quero dinheiro nem fama, só preciso ajudar a reinventar o mundo. Sofro um
problema de depressão há anos e é a escrita e Deus sãoa minha salvação.
rosane moreira magalhães

Parabéns pelo trabalho de todos vocês. Sou ator amador e estudo teatro
desde 14 anos. Hoje tenho 25 anos e o grupo galpão tem sido minha fonte de
inspiração. Eu os admiro muito e sonho ser um dia talentoso como voces e
por isso estudo muito, muito. Gostaria de ter a oportunidade de
conhece-los pessoalmente. Abraços, sucesso e PARABÉNS mais uma vez, só que
agora pelo espetáculo: \”Pequenos milagres\”. MAGNÍFICO.
Argileu Rodrigues

Moro no estado do Espírito Santo mas sou mineira de Juiz de Fora. Tenho lá
uma casa enorme, linda pronta para se transformar em alguma coisa bem
bacana de preferência ligada a artes. Teatro, música, dança…
Mas preciso de parceiros de peso e credibilidade e não conheço ninguém que
me agrade mais por toda a trajetória de trabalho sério e dedicado fiel a
arte do teatro como vcs. pergunto: Vccês não se interessariam em montar lá
em juiz de Fora uma filial do Grupo Galpão? Eu me mudo daqui agora!
Maria de Fhátima Rhamus

Gostaria de parabenizar o grupo pelos seus 25 anos, grupo que por diversas
vezes me fez emocionar e conhecer o que é o teatro de verdade feito com
muito talento e criatividade.
Pepê Goyatá - Sul das Gerais

Parabéns pelo lindo trabalho.. Parabéns pelos 25 anos de alegria!!
Ângela Alves

Sou estudante da UNIPAC BOM DESPACHO. Vocês fizeram uma apresentação no dia
12 de fevereiro na cidade e eu gostei muito. Fico muito feliz
por vocês fazerem agente rir em tempo de choro e lamentações, em um momento
difícil por que passa o nosso país .
Muito obrigado pelo empenho e pelo sucesso que é o GRUPO GALPÃO .
OBRIGADO DE CORAÇÃO .
Alvaro S Machado Neto

Olá! eu só fui conhecer o trabalho do Galpão por esses dias quando uma
amiga me emprestou o DVD/documentário; olha gente eu confesso que só
comecei a assistir por causa da música… mais acabei me envolvendo na
história do grupo e assistindo até o fim! e agora virei fã do grupo galpão
e tb passei a amar de verdade o teatro… e pretendo até estudar artes
cênicas em breve!!! deixa só a $$ melhorar… Obrigado grupo Galpão!! Att,
Nilton Paschoal

Boa tarde Inês, na verdade não é uma mensagem, é uma carta
(brincadeirinha). Bom estou mesmo que tardiamente, enviando esta …
mensagem para agradecer imensamente as cortesias para o PEQUENOS MILAGRES,
eu realmente acho esse espetaculo um milagre. A demora se deveu a minha
hibernação tecnologica, mas não é isso que importa. Naquele dia eu iria
levar meu pai que estava meio doentinho, ele se sentiu mal e não pode ir,
convidei meu irmão da vida Maicon, (é gratificante podermos escolher
nossos irmãos), na primeira vez que vi a peça fui como todo o Brasil
movida pela curiosidade, o que sera que esse povo vai aprontar dessa vez?
Agora quando revi… menina eu pensei tanto no meu pai, mandei tanto
positivismo que ele até melhorou, aí eu chorei tanto, durante a peça mas
foi de pensar o quanto podemos tocar e ser tocado pelas pessoas não
importa se uns gostam de abacate ou azul ou de flor. Me lembrei do meus
pais, das constantes brigas e das varias separações que eles tiveram ao
longo da vida e do quanto eu sentia a falta da voz dele, do cheiro da
roupa que tinha ficado pra tras e de saber que eu tinha um pai. Enfim! (me
deu vontade de chorar).
vida longa ao grupo, acho que é um espetaculo que fala pra gente, dagente,
do quanto é dificil e oprincipalmente o quanto é maravilhoso ser gente!
um abraço pro Julio, fala pra ele que fui correndo dar pessoalmente mas
ele correndo mais que eu tinha ido lamber a cria.
MMMMMMMMMMMMERDA.
Sou sua fã.
ah antes que me esqueça - muito humildemente (QUE MEDO) gostaria que você
assistisse, minha peça de formatura -Album de Familia). mando as datas
quando tiver a confirmação.
grande abraço
Suzana Cruz

Olá, eu sou estudante de estensão de teatro da UFV e tive a oportunidade
de assistir a apresentação do grupo aqui na universidade, que aliás foi
maravilhosa como sempre. E a chance de podermos conversar com vocês e
matar um pouco da nossa curiosidade foi espetacular. Gostaria de poder ir
ate BH algum dia para ter um maior contato. Grata.
Larissa Silva Oliveira

Assisti 3 vezes ao espetáculo \”Romeu e Julieta\”. E assistiria mil vezes,
se possível fosse. Vocês são o máximo…
Há muito espero uma chance de assistir o grupo Galpão em São Paulo. Estou
vendo que a turnê começa em Minas e depois vai para o nordeste. E nós????
Nós, paulistanos, precisamos muito de vocês. Voltem logo, por favor!!!
Vânia Santos

Amigos do Galpão, Assisti a PEQUENOS MILAGRES no dia 21 de junho. Sou ator
e diretor teatral em Muzambinho (MG). Estive com toda a minha trupe (13
atores) naquela platéia para mostrar-lhes o que era um bom grupo teatral.
Trabalhamos juntos há 9 anos e procuramos fazer um teatro honesto para
nossa cidade e nossa região. A idéia de teatro mudou totalmente para
aqueles jovens após assistirem ao ESPETÁCULO (bem maiúsculo) de vocês. Já
vimos outras apresentações, de outros grupos, inclusive com nomes
importantíssimos do cenário teatral brasileiro (Sra. Montenegro, Marco
Nanini, Sra. Yáconis) em São Paulo, BH, Campinas, mas o que vocês nos
apresentaram é o supra-sumo da arte teatral. Eu, particularmente, já
assisitira vocês em outras ocasiões (extasiado, como sempre), mas me
surpreendi com PEQUENOS MILAGRES. A perfeição de ajustes cenográficos,
musicais, vocais, de iluminação, foram de abestalhar. Agora, as
interpretações são quase que inclassificáveis. Um auge. Talvez nem seria
correto dizer desta forma, já que espero vê-los em superação constante.
Mas vi ali naquele palco a perfeição interpretativa: amor, disciplina,
dom, generosidade, tudo em conjunto. Cada ator e atriz parecia carregado
de êxtase. Para me fixar em um talento, comento a interpretação da Lygia
Del Picchia na cena da cama. Chega a ser intolerável a explosão cênica
daquela moça. Uma atuação que a coloca entre as melhores atrizes do mundo.
Uma atuação que faz dizer que ela está entre os mais belos \”objetos de
arte\” que já vi, do alto dos meus 41 anos. Na hall do teatro da Urca,
estive com ela e sua filhinha. Aquela mulher comum, mãe, profissional,
ali, como se não tivesse feito nada. Sem saber que fizera explodir de
contentamento um amante da ARTE grande do mundo. Lygia é o apogeu.
Gostaria de manter mais contato com vocês. Preciso e precisamos aprender
mais com vocês. Coloquei as fotos do Galpão em meu orkut e tenho comentado
com todas as pessoas sobre PEQUENOS MILAGRES. Muitos amigos estarão em
Belo Horizonte para vê-los. Outros, de Brasília, São Paulo e Rio, já estão
na espera. Nós, humildes Muzambinhenses, esperamos poder contar com, um
dia, uma visita de vocês.
Com toda honra, com todo orgulho,
um forte abraço.
Obrigado.
Fábio Anderson (Grupo de Teatro Boca de Cena de Muzambinho).

Olá pessoal, sou Frederico \”Fred\” um dos integrantes do Grupo Teatral
da Perereca da cidade de Lavras onde vcs apresentaram no último dia 26/06.
Queria dar os parabéns e agradecer a todos pelo belo espetáculo que nos
foi apresentado naquela noite fria em cima daquela ponte, Não é sempre que
temos a oportunidade de assistir um trabalho como o de vcs.
Os lavrenses e principalmente nós do Grupo teatral da Perereca esperamos
em breve poder estar assistindo outros trabalhos de vcs aqui em lavras.
Obrigado por nos ajudar a mostrar aos Lavrenses a grande arte que é o
Teatro.
Abraços e até breve.
Frederico dos Santos V. Marques

Olá pessoal,vim agradecer pela noite maravilhosa q vcs me deram…Sou de
Cataguases -MG,e amei o espetáculo que aconteceu ontem aqui em minah
cidade..
Faço teatro também,e a apresentação de vocês foi uma aula e tanta pra mim
de interpretação..
Sucesso sempre…
Fiquem com DEUS..!!!
Roberta

É o grupo mais espetacular que tive a oportunidade de conhecer, assistir.
e acompanhar…Sensibilidade, emoção, inteligência e criatividade à toda
prova… Os meus olhos falam o que o que a boca não consegue expressar
diante de tanta VIDA materializada em luz, cor, sentimentos , ritmos ,
melodias e imagens. \”Grandiosidade, seu nome é Galpão.\”
Jucelio

Oi pessoal! Sou atriz , moro aqui no Rio de Janeiro, e faço a Unirio(
Graduação de Interpretação). E lá, tenho que fazer um trabalho sobre um
grupo do teatro brasileiro, e escolhi falar sobre vocês! Pois no meu
trabalho de atriz procuro sempre ser paciente, humilde, humana, e vocês ,
mais do que ninguém possuem essas características. É um grupo que se ama
acima de tudo (nas alegrias e nas tristezas), que luta a cada dia, não
desiste nunca! Nesse ano, estava tendo aula de interpretação com Isaac
Bernart e ele passou para a turma o vídeo de vocês, de Romeu e Julieta no
Globe Theatre. É um vídeo lindo, onde vocês ensinam o valor da vida. E
tempo depois, eu fui ao Globe Theatre. Me emocionei muito, e ainda me
emociono, ao saber que eu pisei no chão que vocês pisaram com tanta garra,
luta e vontade( Que trabalho que o carro deu, em!?). É muito gratificante
saber que nós não ficamos atrás de ninguém, que somos capazes de fazer o
que quisermos. E vocês provaram isso! Obrigada do fundo do coração, por
vocês mostrarem o real significado de ser ator, e por lembrar às pessoas
que teatro, ainda mais o brasileiro, é a melhor coisa do mundo!
Bjos, Ana Luiza Firmeza

Inês!!! Agora é pra valer.. Estou muito feliz!!! Meu Amado Adimirado
Grupo de Teatro vêm a minha cidade.. Nossa não existe felicidade maior
que essa. Vou preparar o chá… Vamos tomar um chá juntas. Estou tão
feliz que nossa.. Amo muito você. Muitos beijos e até em breve. Amo vc.
Juliane Oliveira - Ituiutaba MG

Oi Paula,
passo os dias pensando em vocês…
Explico: Me chamo Suelen Santana, sou uma estudante de teatro, da Escola Livre de Teatro de Santo André, tive conhecimento do grupo galpão, através do meu mestre de teoria,o Antonio Rogério Toscano.
Sou representante de um novo grupo de teatro aqui em São Paulo, que se chama: Tal&Pá Sênior. Que é um grupo formado por ex. integrantes do Grupo Tal&Pá(estudantil).
Somos pesquisadores, e faremos esse ano nossa primeira montagem.
Na busca por um texto, fui conversar com o Toscano… e estudando o teatro brasileiro me senti provocada em falar de pessoas e histórias brasileiras.
Discuti com ele o repertório dos textos brasileiros num dia tal… Noutro dia, ele disse que vocês tinham lançando a coleção de livros em comemoração dos 25 anos de histórias do grupo. Enfim, passei um dia na Livraria Cultura, lendo …até que me encantei por “Pequenos Milagres” foi paixão a primeira vista… sabe …dessas arrebatadoras? Então, foi assim…
Somos um grupo de 5 pessoas e todos nós estamos apaixonados…
Na verdade, esse email é um princípio… Queremos muito estudar os “Pequenos Milagres” , por ser uma obra de excelência poética, enfim… o texto é exatamente o que nós queremos dizer pra nossa comunidade nesse momento.
As pessoas, aqui em Artur Alvim (bairro da periferia da zona leste/ São Paulo) não tem costume, hábito e ou vontade por teatro… Acreditamos que através, da nossa paixão, pela arte do teatro, poderemos fazer com que existam platéias efetivas de teatro por aqui e que isso, não seja somente um sonho utópico… e se torne mais um pequeno milagre.
Não tivemos oportunidade, de conhecê-los pessoalmente, aliás, nem assistimos “Pequenos milagres”, temos somente uma cópia do livro que se reveza entre nós 5, a vontade de montar esse texto e agora uma admiração tamanha pelos vídeos de vocês no youtube, as coisas da internet, enfim, por vocês!!!
Sei que estão em cartaz, aliás, descobrimos isso, somente depois da compra do livro, e da paixão e tudo mais… Então, não sei até que ponto é coerente, pedir autorização pra montar um texto que é tão de vocês… que foi levantado num processo abrangente, no entanto, particular.
Mesmo assim, venho através desse email, pedir em nome do grupo Tal&Pá SÊNIOR, a autorização pra montagem desse texto tão especial pra todos nós.
Ficamos no aguardo de um contato…
Agradecida,
Suelen Santana.

Primeiramente quero dizer que sou fâ incondicional do Galpão, mesmo seguindo sua história apenas pelos jornais e TV. Quando fiquei sabendo viriam a minha cidade (Alfenas), fiquei até emocionado, pois a tempos quero assistir ao vivo a um de seus espetáculos. Estou em contagem regressiva, não vejo a hora de chegar o dia 24.
Goetaria muito de conhece-los.
Anselmo Cesario

oi td bem? fiquei encantada com a apresentação do grupo galpão aki em ouro
branco, gostaria q vcs me enviassem fotos do evento do dia 20 de julho na
cidade de ouro branco, se fosse possivel logico. desde ja agradeço a
atenção. parabens a tds vcs… bjos!
heloisa fortunato fernandes

Sou fã do Grupo há muito tempo. Não tenho condições de acompanhá-los
quando estão longe, mas vou atrás mesmo, quando estão aqui por perto. Sou
de Alpinópolis, pertinho de Carmo do Rio Claro. Sou parente(muito longe)
do Gabriel Villela. Meu sonho é trazê-los para uma apresentação aqui.
Agora, o padre local me pediu ajuda para inauguração de um espaço
religioso. Gostaria de saber se há alguma possibilidade de o grupo
apresentar \”A Rua da Amargura\” nessa inauguração. Vocês têm alguma data
provável? O que eu preciso fazer para realizar esse sonho?
Grata,
Valdete

Estou aguradando a meses a apresentação de UM MOLIERE IMAGINÁRIO em Belo
Horizonte ou cidades próximas. E agora vejo que vocês estão com
apresentações no interior longinquo de BH. Por favor (pedido de fã
incondicional) façam uma apresentação em Belo Horizonte!!!! Tenho enviado
e.mails constantes e sempre tenho a resposta de vocês que será em breve.
Mas o breve já tem mais de 1 ano!!
Desde já agradeço,
Lúcio Flávio

Bom dia a todos do Grupo Galpão,
Primeiramente gostariamos de dizer que o prazer e a honra foi toda nossa de te-los recebido em nossa cidade.
A Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer agradece em nome do Povo de Pirapora pela belíssima apresentação e espetáculo de cultura que nos proporcionaram no último dia 05 de agosto.
Hoje temos no mínimo 4.000 pessoas nos ligando, parando nas ruas, enviando e-mail, enfim, e cobrando outra apresentação do Grupo Galpão, resultado do brilhante trabalho que desenvolveram.
A amizade, o carinho e o profissionalismo com que trataram tudo e todos só nos leva a pedir que “RETORNEM U R G E N T E” Pirapora sempre os receberá de braços abertos.
P A R A B E N S A TODOS VOCES,
Grande abraço,
Anselmo Rocha
Secretário de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer

Boa tarde,
Parabéns pelo grande espetáculo que proporciou para o povo de Pirapora. Havia muitos anos que Pirapora não asssistia um espetáculo como este.
Abraços
Denise Fulgêncio

Olá;
Gostaria de parabenizar o Grupo Galpão,pela belissima peça teatral Um
Molière Imaginário.
Eu pude prestigia-lá no dia 6 de agosto na Turnê Minas Gerais 2008 que se
apresentou em Montes Claros,na praça da Catedral.
Foi bom e divertido e deixou o resto da noite muito feliz.A peça foi
fantástica!!!
No mês de julho tivemos aqui na cidade a 7ª Mostra de Teatro,na qual pude
apresentar duas peças:O diamante do Grão Mogol(adulto) e a peça infantil
que fez muito sucesso Ploc a Borboleta mais linda que eu já vi.Tenho 14
anos,tenho muito o que aprender!!!!Mas sei que o Grupo Galpão me inspira a
cada vez que eles se apresentam aqui em Montes Claros e em qualquer lugar.
Muito obrigado e voltem sempre!!!Sempre mesmo!!!
Esperando vocês!!!!
Abraços.
Victor,Montes Claros MG

oi, sou wanderson de bocaiuva a última cidade na qual foi apresentada o
espetáculo um molièr imaginário, estava na conversa com o grupo no centro
cultural , a conversa me deu ãnimo estou com a idéia de alguns projetos
juntamente com um grupo de amigos , nunca deixe de plantar a semente do
teatro no coração das pessoas , muitas pessoas em bocaiuva decidiram
fazer teatro apos a apresentção vou ficando por aqui já são 01:36 mas eu
tinha que escrever dê noticias trabalho em projetos sociais aqui na cidade
gostaria de trocar ideias com o grupo um abraço em todos até mais
wanderson

Sou fã do Grupo Galpão há muitos anos, desde que assisti à peça Romeu e
Julieta na UFMG. Agora me tornei mais ainda pois minha filha de menos de
dois meses parece entrar em estado de graça com a trilha sonora desta
peça. Chega a choramingar quando termina! Acredito que isso se deve à
magia da peça e as perfeitas melodias das músicas e, e claro, às
brilhantes interpretações. Muito Obrigado…
Leonardo Martins

Parabéns pelo excelente trabalho feito por vocês, pois esse espetáculo de
alegria e sonhos chamado teatro não seria possível sem vocês, adorei a
peça “Um Molière Imaginário”…
Bom, muito bom mesmo… Parabéns mais uma vez, espero poder acompanhar
mais vezes o grupo GALPÃO.
Fico ao dispor do que me for possível para colaborar e ajudar, para que
esse espetáculo de vida não venha a findar-se…
Robson Miranda

Boa noite minha gente!
Acabei de assistir ao espetáculo de vcs aki em Montes Claros…e passei
aki pra dizer q fiquei encatada. Linda peça! Vcs são ótimos! Parabéns!
Voltem mais vezes…serão sempre bem vindos!Sucesso cada vez mais…Bjim
Fabrícia Donato

vcs são o máximo em artes , nunca vi nada igual mesmo,parabéns por ter
vindo a montes claros, adquiri o dvd do documentário do grupo e vcs me
inspira a fazer teatro de rua, algo que nunca fiz,envie pra mim como posso
aprender sobre teatro de rua. e mais estive no camarim com os atores e
foi muito bom está perto de grandes astros e pega os autografos, um
abração pra vcs que estevem em Moc, não falei que vcs me verão. agora o
espetaculo com o galpão tem uma extensão no meu coração… Deus vos
abençõe.

Olá, gostaria de parabenizar o Grupo Galpão pelo lindo espetáculo que eles
fizeram aqui na cidade de Bocaiúva, realmente são como havia escutado, são
ótimos. Parabéns à todos os atores e espero ver mais vezes o Grupo na
cidade de Bocaiúva. Beijos e sucesso.
Bárbara Carneiro
andre camelo

oi td bem? fiquei encantada com a apresentação do grupo galpão aki em ouro
branco, gostaria q vcs me enviassem fotos do evento do dia 20 de julho na
cidade de ouro branco, se fosse possivel logico. desde ja agradeço a
atenção. parabens a tds vcs… bjos!
heloisa fortunato fernandes

2 Comentários »

--x--

->DIÁRIO DE BORDO 10:

Bocaiuva. A última cidade do nosso périplo pelo Triânngulo, Vale do Paranaí­ba e Norte de Minas. O espetáculo está armado na praça do centro de Convenções, em frente a uma extensa arquibancada, de costas para uma igreja com um exótico Cristo pratedo e de braços abertos para a cidade. A praça é bem ampla e a organização da Secretaria de Cultura ainda traz umas trezentas cadeiras. Até uns dez minutos antes do horário marcado, apenas as cadeiras estão ocupadas, mas quinze minutos depois, a praça inteira está abarrotada de gente saindo pelo ladrão. São certamente mais de três mil pessoas que se amontoam e espicham as cabeças para acompanhar a apresentação. Incrível porque a cidade deve ter aproximadamente uns 40 mil habitantes, o que significa que quase dez por cento da sua população prestigiou o espetáculo. É claro que tem muita gente que vem de outras cidade como Olhos D’Água e Montes Claros.

À tarde, logo chegando de Montes Claros, temos um encontro com grupos locais da cidade. Tem gente que está fazendo faculdade de teatro em MOC e que tem perspectivas de criar seus grupos e desenvolver trabalhos na cidade natal. Está presente também um grupo que atua junto à  igreja local, participando da paixão de Cristo, durante a semana santa. Existe na cidade um conservatório de música. Nosso camarim foi gentilmente cedido por eles, e pudemos ver crianças bem novas saindo de suas aulas de música.

O espetáculo tem mais uma vez uma recepção calorosa. Ao final, muitos estudantes trazem as filipetas entregues no início da apresentação para serem autografadas. É bom dizer também que na hora em que anunciamos a passagem do chapéu, muita gente que estava principalmente mais para o fundo, saiu em disparada

Recolhendo o material e embalando os baús, dividimos o último chapéu passado no meio do público. O total ficou em R$ 280 divididos por dezenove pessoas. Além dos onze atores, entram na féria, os técnicos, a produção e os motoristas. Por sinal essa viagem teve além da simpática presença do nosso querido motorista, pescador e excelente papo e cozinheiro Bagre, a companhia de outro motorista com as mesmissimas boas qualidades, o Zé Carlos, motorista do ônibus leito da Empresa São José, que nos serviu durante toda a viagem. Foi incrí­vel como os dois, além do Bruno, assitente do Bagre, estavam sempre prontos a ajudar em tudo que fosse possível, participando sempre ativamente das exaustivas montagens e desmontagens e carregamentos e descarregamentos do cenário e do material cênico. 

 O que só prova que o teatro tem de ser realmente uma arte de equipe e esse espírito deve estar presente em todos os ní­veis, dos atores que brilham em cena até o técnico, o carregador de baús ou a pessoa que prepara o lanche. É quando cada um faz a sua parte com carinho, amor e responsabilidade e em prol de um projeto maior que cada um de nós , é que nasce o espírito do teatro.

Terminada mais essa turnê, em que percorremos doze cidades em menos de três semanas ( aqui eu incluo as apresentações em Ouro Branco e São João del Rey), fica a certeza de que o espírito coletivo de cooperação do teatro tem que prevalecer, e que o ato de estar em cena é sim um ato de doação e de generosidade para com os colegas da equipe ( dos atores até o segurança contratado na cidade ) e principalmente para com o público.

Esperando os técnicos terminarem a desmontagem e o carregamento do caminhão, fomos até a um bar em Bocaiuva, para comer uma carne de sol com mandioca. Alí fizemos um exercício de projeção estatística sobre o número de espectadores que atingimos nessas doze apresentações. Chegamos ao número de 16.000 espectadores ( a polícia Militar certamente chegaria a um número mais modesto). Recebemos centenas de manifestações de carinho e de agradecimento por termos passado pelas cidades daquelas pessoas e de termos cruzado nossos caminhos. Não sei até que ponto alguém foi transformado por esses encontros. Mas, enfim, só nos resta acreditar que esse é o nosso compromisso. Um compromisso que se faz principalmente através da fidelidade, sinceridade e fé para com o nosso ofício de atores. Algo que me faz lembrar de Molière, e pensar que, por mais modesta que seja a nossa contribuição, nós fazemos parte de sua linha  hereditária e somos  seus continuadores. E, para não terminar de uma forma excessivamente romântica e idealista, devo dizer que estou quase esgotado e que a idade pesa e que fazer uma temporada desse tipo vai ficando por vezes pesado e que preciso de alguns dias de descanso e que isso será impossível e que a vida segue e que me vou. Chega de palavras vãs ao vento. Au revoir.

2 Comentários »

--x--

->DIÁRIO DE BORDO 9:

Montes Claros. Voltamos à velha praça da catedral. Foi alí a estréia do Helvécio Isabel no “Romeu e Julieta” para fazer o personagem do Teobaldo.Lembro-me que as pessoas cantavam em coro o “Amo-te muito”e o “É a ti, flôr do céu”. Foi um momento bem emocionante.

Essa é a quarta vez que trazemos à cidade o Molière. Pensamos na possibilidade de fazer “Um Homem é um homem”, mas a carreta não permitiria transportar o cenário de mais um espetáculo. Apesar da repetição, o público sempre se renova e a recepção foi mais uma vez extraordinária. A praça estava apinhada de gente, com mais de 1500 pessoas. Mais pessoas não assistiram porque realmente o espaço não foi suficiente para tanta gente.

Como sempre, muitas fotos durante e depois do espetáculo. Sucesso na butique e vários pedidos de autógrafos nos DVDs. É lamentável que a produção não tenha conseguido viabilizar a vinda do novo DVD do especial da Globo baseado na Rua da Amargura ( “A paixão segundo Ouro Preto”), porque seria mais um estrondoso sucesso de procura e de vendas.

Por falar em DVDs, assistimos no ônibus, viajando de Montes Claros para Bocaiúva, a primeira edição montada da filmagem de “Pequenos Milagres”, feita no teatro do SESC no Rio de Janeiro. Vai ser mais um produto de qualidade oferecido ao nosso público, e um registro extremamente importante da história do grupo.

Aliás, é digno de registro também a lamentável ausência de um teatro minimamente equipado em Montes Claros. O único espaço disponível é a Casa de cultura, que tem um pé direito de apenas dois metros de altura. Bocaiuva, que é uma cidade muito menor, tem um auditório para quinhentos espectadores que, apesar da inclinação das cadeiras ser completamente inadequada, tem um bom espaço de palco e é aproveitado pela comunidade cultural da região.

A manhã do dia seguinte, ainda me permite fazer uma visita ao mercado da cidade para comprar produtos da região como farinha, carne de sol, mel da abelha jataí e requeijão. O mercado traz bem a alma de Montes Claros, com os raizeiros, os homens da terra, uma gente simples e calejada,  simpática e conversadeira mas cheia de dignidade.

1 Comentário »

--x--

->DIÁRIO DE BORDO 8

Pirapora. Aproveitei a folga de um dia e fiz um “tour de force” para ir a BHZ resolver problemas pessoais. Acabei não acompanhando a oficina na cidade, que foi ministrada pela Inês, Simone, Fernanda, Julio e Toninho. Segundo relato deles, foi também bastante proveitosa. Aliás, insisti muito com a produção para que agendasse o máximo de encontros e oficinas com os grupos e artistas locais. Por mais que seja muitas vezes desgastante e trabalhoso, é uma forma de manter um contato mais humano e efetivo com os artistas e as comunidades que estamos visitando. E o resultado tem nos surpreendido pelo número de pessoas com muita energia e um belo potencial para o teatro.
Volto a Pirapora depois de mais de trinta anos.Nunca tinha me apresentao na cidade. Ficamos hospedados no vapor Benjamim Guimarães, que segundo relatos, é de 1913 e seria o último vapor em funcionamento no mundo. Acho difícil os americanos, com todo o dinheiro que tem, não terem conseguido preservar nenhum vapor daqueles que circulavam no vale do Mississipi, mas enfim… O barco é lindo. a tripulação muito simpática. Aliás, como é quase sempre muito simpático o povo do norte de Minas, com uma certa mistura de sertanejo de Minas com uma descontraída baianice.
A cidade em si me pareceu mais decadente. A navegação do rio práticamente inexiste. Na beira do velho Chico parece que estamos passando por uma espécie de cidade fantasma, com vários galpões e casas fechados e desativados. O centro é totalmente árido, com um calor difícilde aguentar. Realmente não consigo entender porque as pessoas nestas cidades quentes como Pirapora e Montes Claros, insistem em deixar as calçadas sem uma árvore plantada.
Antes do teste de som, fomos tomar um banho nas quedas do rio São Francisco em frente ao centro de convenções onde nos apresentamos.Uma maravilha e um privilégio de uma cidade em que você ainda pode ir tomar um banho no rio. Isso me faz lembrar de uma história contada pelo meu saudoso amigo Zé Neto, com quem participei do show cênico-musical “Curare”. O Zé era um grande humanista, militante dos direitos dos nossos massacrados indígenas de Minas. Certa ocasião, ele trouxe uns índios (se não me engano, Maxacalis) para fazer uns exames médicos em Belo Horizonte. A primeira coisa que os índios perguntaram, ao chegar em sua casa, era onde as pessoas tomavam banho de rio na cidade. Essa história também é de mais de trinta anos atrás. O velho Zé nos deixou prematuramente, e os rios estão imundos não só em BHZ, mas também na reserva dos Maxacalis e em grande parte do Brasil. Pirapora ainda é uma exceção, que pode não durar muito tempo se as industrias e usinas não forem devidamente fiscalizadas.E por trás disso tudo, existe uma mentalidade difícil de ser transformada. De ver o progresso sob esse viés perverso da destruição. A ausência de árvores nas ruas é só mais das facetas dessa maneira de ver as coisas.
A apresentação de “Molière” mais uma vez conseguiu mobilizar a cidade, e o pátio externo do Centro de Convenções acabou sendo pequeno para tanta gente. Incrível a concentração e a atenção do público que, apesar do vento que castigou o cenário o tempo todo,não perdia uma palavra. Foi a sexta apresentação do espetáculo nessa turnê, e mais uma vez o número de espectatores foi superior aos mil e quinhentos.

3 Comentários »

--x--