->25 anos de encontros 13: Paulo José

Não há dúvida de que tem horas que é preciso sorte. Até mesmo para um ato banal como atravessar uma rua, é preciso um pouco de sorte. Sorte grande, enorme, nós do Grupo Galpão tivemos quando cruzamos nosso destino com Paulo José. Foi um encontro fundamental para o nosso teatro, mas também, e principalmente, para nossas vidas.
Tudo começou com o filme do Pedro Bial baseado na obra do Guimarães Rosa , “Primeiras Histórias”, que teve o título “Outras histórias”, e que foi filmado no ano de 1998, na cidade mineira de Montes Claros. Trabalhavam no filme além do Paulo, a Kika Lopes, figurinista do filme e que viria a ser sua futura mulher. Do Galpão, o Rodolfo fazia um personagem, enquanto o resto do grupo fez apenas uma breve participação. Nas intermináveis horas de espera, nos intervalos de filmagens, eles foram se conhecendo, e nasceu dali, o desejo da Kika e do Paulo de fazerem um documentário sobre a trajetória de um grupo de teatro como o Galpão. O resultado só ficaria pronto em 2005, sete anos depois., e contou com vários capítulos de preparação como a cobertura de uma série de viagens, como a turnê internacional pela Espanha ( feita pela Clarinha, filha do Paulo e o Marcelo), a viagem pelo interior do Pará e do Maranhão com “Um Molière Imaginário” e a temporada de “Romeu e Julieta” no “Globe Theater”, em Londres, coberta pelo Paulo, a Kika e o André Amparo, que também dirigiu e concebeu o documentário em parceria com a Kika.
Mas voltando ao Paulo, é dessas viagens e de algumas conversas que nasce o desejo e a possibilidade de fazermos um trabalho juntos. Da temporada em Londres em 2000, passamos mais ou menos um ano traçando idéias e possibilidades de espetáculos, até que em março de 2002, o Paulo vem para Belo Horizonte, para fazermos uma espécie de retiro teatral, em que trabalhamos uma grande quantidade de peças dos mais diferentes gêneros e épocas. Ele trazia na bagagem o sonho de fazer “O Círculo de Giz Caucasiano” do Brecht e nós soprávamos no seu ouvido a velha idéia de montar um dos textos ao qual sempre recorríamos em oficinas e leituras, que era “O Inspetor Geral” do russo Nicolai Gogol.
Na dúvida, nos servimos de uma série de textos e exercícios teatrais que nos fez ficar trancados um mês e meio no espaço do Galpão, na rua Pitangui, 3413, numa espécie de utopia teatral, em que o prazer do exercício e da possibilidade do erro e da reflexão eram puro deleite, sem compromisso de nenhum tipo.E, por incrível que possa parecer, era tudo seríssimo. Tão sério, que depois de uns quarenta e cinco dias de ensaios e experimentações, fizemos uma única e histórica apresentação, na sede do galpão para uns trinta amigos e parceiros. Em cena, os exercícios de “gromelô”, língua inventada a partir da leitura de uma receita de um gaspacho andaluz, sopa típica da culinária espanhola, que cada ator usou para trabalhar em diferentes contextos como uma cena de tortura, um monólogo dramático, uma locução de futebol, uma carta de amor, etc.
Além disso, o trabalho era amarrado por um exercício de tocar um piano imaginário com uma composição gravada, que era além de difícil e desafiador, bastante divertido. Cada um dos atores fazia um breve número tanto da pantomima do piano com também do “gromelô” da receita espanhola. O espetáculo trazia ainda cenas de peças como alguns monólogos curtos de Karl Valentim, aforismos de Millôr Fernandes, cenas curtas de Alcione Araújo, Jacques Prévert, Jose Ruibal, trechos de “Despertar da Primavera” de Wedekind, etc.
Ao final da apresentação, servíamos um gaspacho com torradas ao público. O trabalho foi a ponte para que pudéssemos nos conhecer definitivamente. Já de cara, confirmou-se um dos aspectos do trabalho do Paulo que mais nos chamava a atenção: o esmero com o uso da palavra. Passávamos horas em volta da mesa, buscando diferentes melodias, novas possibilidades de entonação, alterações de ritmo, modulações, tudo isso feito de maneira muito direta e sem esnobismos de estilo ou coisa parecida. Aí transpareceu mais uma característica nobre do Paulo – sua simplicidade, sua generosidade ao conduzir os trabalhos, fazendo os exercícios físicos e vocais junto com os atores, sua paixão serena pelo trabalho. Em intermináveis ensaios ao longo de mais de quatro anos de trabalho, com as montagens de dois espetáculos, nunca vi o Paulo alterar a voz ou destratar um ator ou qualquer outra pessoa da equipe.
Depois da apresentação, pausa para meditação. O que fazer¿ Paulo tinha em mente o velho Brecht. Voltou a Belo Horizonte e assistimos juntos um DVD da montagem do Bennet Beson do “Círculo de Giz Caucasiano”. A proposta do diretor era fazermos essa peça. A coisa acabou emperrando no número de atores exigido para a montagem. Teriam de ser pelo menos uns quinze atores em cena, o que nos obrigaria a chamar outros colegas, o que no momento não interessava a muitas pessoas, talvez principalmente por questões de natureza econômica. Com o final do ano de 2002, ficamos num vazio, sem conseguir decidir um rumo. Até que o Paulo resolveu ceder e topou fazer “O Inspetor Geral” de Nicolai Gógol, um velho sonho acalentado pelo Galpão, porque víamos aí uma rara oportunidade de trabalhar um dos grandes textos cômicos da dramaturgia universal sob a batuta de um ator e diretor que sempre primou pelo trabalho com a palavra. Paulo relutou um pouco, certamente pelo fato de que já fizera uma montagem, como cenógrafo e figurinista no teatro de Arena, em São Paulo, no final da década de sessenta. Nesse sentido, ele achava que o texto já não apresentaria tanta novidade e desafio para ele. Além disso, Brecht estava na sua cabeça.
Os ensaios aconteceram de março a agosto de 2003 e foram uma sucessão instigante de estudos, que abarcaram diversas traduções do texto em brasileiro, português de Portugal, francês, inglês, espanhol, russo… cada palavra era sistematicamente pensada e estudada, pois como dizia o Paulo “ uma palavra mau colocada entope uma frase e um pensamento”.Além disso, era preciso bater o texto exaustivamente como “a lavadeira que bate a roupa”, num trabalho braçal extenuante.Outras fontes sobre a peça também foram traduzidas e estudadas, como a adaptação feita por Michael Tchekov ( sobrinho do autor de “As três Irmãs”) quando já vivia nos Estados Unidos e a famosa montagem de Meyerhold, que era um verdadeiro delírio barroco-teatral sobre o tema da peça.
Foi a oportunidade que tivemos de aprofundar, com personagens bem sólidos e uma peça estruturada, uma série de temas e conceitos que havíamos discutido e colocado em prática no nosso primeiro encontro, com a criação das cenas mais curtas.
E os temas eram muitos e sempre instigantes. Só para citar alguns: – a diferença entre as pausa e as pontuações lógicas e psicológicas, a necessidade do personagem em querer falar e não ser obrigado a dar sua fala pela construção do diálogo da peça, a relação do diretor cúmplice do ator, a relação entre teatro de rua e de palco, a necessidade de se iniciar a construção do universo de uma peça sob a égide da impressão e não sob a expressão, a necessidade do ouvir e não simplesmente falar, a presença e a fé cênicas, a relação da música dentro do teatro, a disposição e a inter-relação da energia dos corpos presentes em cena , a paralinguagem das personagens presentes no conjunto das qualidades não verbais da voz e do corpo dos atores na criação dos personagens, etc.
Tudo isso devidamente comentado e relatado pelos deliciosos textos e reflexões desenvolvidos pelo Paulo e que eram pelo menos semanalmente distribuídos ao elenco. Só para se ter uma idéia da clareza e da simplicidade com que o Paulo escrevia as coisa, sem nenhum resquício de pedantismo ou de ares de grande sabedoria, vão aí alguns exemplos: Em 10 de abril – “ PRESENÇA, FÉ CÊNICA. Não há uma só palavra que não contenha a vontade de se convencer alguém de alguma coisa, ou expressar a forma pessoal com que vemos qualquer acontecimento, sempre através da motivação ativa. Uma fala desolada é energicamente desolada, uma fala sombria deve ter uma grande nuvem negra sobre a cabeça de quem a diz, tudo deve ser significativo, expressivo, teatral. Nesse momento, enquanto escrevo, a televisão está ligada e ouço os diálogos de uma novela, carregados de redundância, repetitivos, feitos muitas vezes apenas para encher o tempo da exibição entre um comercial e outro. E o intimismo da TV permite uma interpretação naturalista, de baixa voltagem.
No diálogo de uma boa peça, como é o caso do nosso Inspetor Geral, não há uma palavra que se diga apenas por dizer.(…) tudo que sobra é significativo e indispensável.E cada enunciado deve ser feito com fé cênica e sentimento de verdade, mesmo que seja uma mentira, que deverá ser dita como uma verdadeira mentira.”
Ou então um comentário sobre a música, num ensaio de 29 de maio: “ DA MÚSICA. Se existe frequentemente uma pontuação sonora ou músicas que sublinham a ação ou intensificam o estado emocional dos personagens, os atores não podem ficar indiferentes a isso. A música impõe um andamento à cena e deve repercutir vivamente no corpo dos atores, criando uma espécie de coreografia. É muito canhestro o movimento que não leva em conta esta interação, que faz parecer que os atores são surdos.
“O Inspetor Geral” estrea em agosto de 2003, no teatro Francisco Nunes,em Belo Horizonte, fazendo depois disso dois anos de temporadas ininterruptas, com mais de cem apresentações em várias cidades do Brasil e no festival do Porto, o FITEI, em Portugal.Alguns consideraram o espetáculo um exercício bem feito e formal de um texto clássico. Para mim, foi um exercício meticuloso e árduo do poder da palavra no teatro. Foi onde o Galpão melhor atingiu a essência do verbo sem a utilização de floreios cênicos que ajudassem a sustentar a interpretação. Acho, vendo hoje, com um certo distanciamento do tempo, que acertamos em cheio em fazer o texto de Gogol com o Paulo, uma vez que trata-se de uma das comédias mais bem urdidas da história da dramaturgia universal, com personagens e situações milimetricamente amarrados, e que nos permitiu um trabalho bem meticuloso sobre a palavra no teatro, o que sempre nos pareceu uma deficiência na nossa formação.
O espetáculo ainda nos permitiu uma fascinante experiência que foi sua adaptação para o prédio da Secretaria de Educação, na praça da Liberdade, no ensejo do FIT – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, no ano de 2004. A história toda transcorria nas salas, salões, escadarias e entradas do suntuoso prédio. Situado na praça da Liberdade, espaço emblemático do centro de poder no imaginário da cidade, o prédio servia como uma luva ao enredo da peça que narra as falcatruas e pecadilhos cometidos pelo Governador e sua entourage na administração de uma pequena cidade perdida nos confins da Rússia. Acompanhada por sessenta espectadores, que circulavam junto com os atores pelo prédio, a montagem ganhou novas e surpreendentes releituras e significações a partir da ocupação de um espaço não convencional e tão associado à estrutura de poder da cidade.
Seguindo com a carreira do espetáculo, decidimos partir para nossa segunda parceria. Paulo nos propõe um outro Brecht, numa fase de transição, em que seu teatro épico está em elaboração. É “Um Homem é um homem”, texto escrito em 1926, e que sofreu uma série de revisões e remontagens pelo próprio autor.Era um antigo projeto do Paulo, que havia trabalhado com o Mario da Silva uma tradução direta do alemão da peça. Isso no final da década de 60, quando ele se muda para o Rio, e tinha como projeto montá-la, o que acabou não acontecendo.
A idéia de montar Brecht deixou-nos excitados. É claro que uns mais e outros menos, como sempre acontece com qualquer coletivo. Lemos a peça, na tradução do Fernando Peixoto da editora Paz e terra, e foi uma espécie de ducha fria em nossas aspirações. A peça nos pareceu excessivamente literária, longa, confusa, de difícil entendimento. Lembro que marcamos um encontro quando estávamos em turnê pelo Espírito Santo,no teatro Carlos Gomes de Vitória, para fazer uma nova leitura, dessa vez da adaptação que o Paulo havia feito do texto. A leitura foi péssima. Muito em função da incompetência e dispersão de nós, atores. Mais uma ducha fria. Uma boa parte do grupo achava a idéia da peça muito cerebral.Meio perdidos, propomos ao Paulo a realização de um “workshop” baseado em seu roteiro da peça. Criamos algumas músicas com o Ernani, colocamos os soldados em pernas-de-pau, e assim, tateamos uma primeira aproximação com a história da transformação do estivador Galy Gay no soldado Jeraia Jip. Lembro-me que a apresentação foi no dia 18 de dezembro de 2004, nosso último dia de trabalho do ano. Não chegamos a entusiasmar o diretor,mas mantivemos viva a chama de montar a peça.
A adaptação escrita pelo Paulo trazia a peça para os nossos dias e propunha uma série de intervenções diretas com a platéia como, por exemplo, a idéia de um personagem que era o assessor para assuntos estratégicos, Zibigniev Brizizinski ( que, de fato, foi um importante assessor da Casa Branca na era Reagan), uma espécie de paranóico, que nos entreatos, alertava a platéia para os perigos que corriam nosso status quo, pela presença de terroristas, que poderiam inclusive explodir o teatro.O enredo da peça se passava numa cidade imaginária chamada Dagbá e, ainda que se mantivesse a estrutura brechtiana de fábula,o exército inglês em “missão pacificadora na Índia” era substituído pelo exército americano em “guerra preventina” nos confins do Oriente Médio.As mudanças na estrutura do original eram vistas com certa desconfiança pela maioria, mas mesmo assim partimos para o trabalho. É curioso perceber como, pouco a pouco, fomos voltando ao original da peça, refazendo a tradução, na filosofia de trabalho de dramaturgia do Paulo, de garimpar palavra por palavra em cada frase. Assim,tínhamos em mão o original alemão, a tradução do Fernando Peixoto, além de traduções como a do Bernard Dort para o inglês e também as traduções para o francês e o espanhol.
Com o decorrer do trabalho, fomos gostando cada vez mais do texto e foi um exercício fascinante perceber como Brecht vai mesclando o épico e o dramático nas falas dos personagens. Outro ponto extremamente rico foi o trabalho com a música e como ela tem um caráter de suspensão da ação dramática no texto.Vinte e três anos depois de montar “A Alma boa de Setsuan” com os diretores alemães, foi muito rico voltar ao Brecht sob a batuta do Paulo, com um entendimento muito mais maduro do que é o seu teatro político, e de como funcionam a articulação de elementos como a encenação, o verbo e a música na poética de Brecht.
O espetáculo também representou uma volta do Galpão a uma estética de rua. A estréia aconteceu num grande circo, para uns dois mil espectadores, montado na área central da Casa do Conde, em Belo Horizonte. Apesar das temporadas no Rio e em São Paulo terem sido em teatros fechados, o espetáculo acabou por se fixar em apresentações de rua, que percorreram várias cidades do Sul ao Nordeste do país. O desafio maior e mais estimulante foi exatamente abordar a rua com um texto híbrido como “Um Homem é um homem” que, principalmente na segunda parte, apresenta a transformação de Galy Gay numa máquina de guerra, propondo um jogo teatral que escapa um pouco ao senso comum. Apresentar tal peça para públicos frequentemente pouco acostumados com as convenções teatrais foi e continua sendo um exercício difícil e ao mesmo tempo, arrebatador.
Assim tem sido sempre que encontramos com o Paulo José. Na última vez, em que ele esteve em Belo Horizonte, para fazer uma conferência, ele nos apresentou uma primeira versão do projeto de um DVD da montagem de “Um Homem é um homem”. Foi delicioso assistir ao espetáculo com cortes e uma montagem tão fluida e precisa da peça.Aliás, outra característica bem forte do seu trabalho, que alia sua experiência no teatro, no cinema e na televisão. Ele sempre procurou usar os recursos do vídeo, seja como registro dos trabalhos, seja como recurso para o ator se perceber melhor em cena. E suas conversas sempre vem recheadas de informações sobre a atuação tanto no teatro como no cinema e na televisão.
É incrível como um homem convive com uma doença degenerativa, progressiva e irreversível ( ele mesmo sempre se referia ao Parkinson com esses predicados) e consegue sempre manter um invejável astral de bom humor no trabalho e na vida. Nunca vi o Paulo reclamar da vida ou manifestar qualquer tipo de auto-indulgência. Sempre manteve sim um delicioso espírito de auto-ironia e de chacota com a própria doença.E, mais incrível, sempre pensando no trabalho, falando apaixonadamente da vida, do ator, da criação,do mundo.Eu me lembro como muitas vezes, depois de mais de oito horas de ensaios intermitentes e fatigantes, saíamos para jantar com o Paulo, e ele, no meio da refeição, arrancava seu laptop da mochila e começava a fazer anotações e comentários. Guardo com um enorme carinho as dezenas de resenhas que o Paulo enviava para nós, atores, durante os processos de ensaios tanto de “Um Inspetor geral” como de “Um Homem é um homem”. São lições de um mestre que nos ensinou na prática da labuta diária que as coisas se fazem acima de tudo com paixão.
E, para terminar esse breve relato, reproduzo aqui um trecho de uma de suas resenhas para os atores, quando da estréia de “O Inspetor Geral” em Belo Horizonte.A resenha é de 16 de agosto de 2003, e tem o título de “Depois da estréia,uma simples palavra.”
“Ia escrever alguma coisa sobre nossa estréia, o prazer e a emoção de ver a entrega de todos vocês transfigurados em lindos personagens, vivos, verdadeiros,indestrutíveis; os laços afetivos que foram se estreitando nestes mais de cinco meses de convivência;as manifestações de carinho na carta amorosa que recebi e que só fui ler hoje pois ontem, já na primeira página, um cisco entrou no meu olho (…)Hoje de manhã, mais descansado, retomei a carta, linda como a mais bela canção de amor!, e a emoção me fez pensar nos caminhos que nossa vida percorre, sem muito cálculo, sem mapa nem bússola, apenas mantendo a disponibilidade de alterar a rota sempre que o coração falar mais alto do que a razão. Assim tenho feito pelos anos a fora, numa trajetória sinuosa, feita de desvios, mas cheia de deslumbramentos pelas paisagens inesperadas, escondidas para os olhos de quem vê na estrada apenas a passagem de um lugar definido para outro lugar definido. Afinal, já dizia o poeta Antonio Machado: “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar”.E foi numa dessas alterações de percurso que encontrei um espaço onde pude me espraiar como nos tempos de criança quando os campos eram vastos e largos os horizontes. Espaço humano, feito de gente que ainda mantém vivo este fogo sagrado que alimenta a mais impura das artes, a mais contaminada pelo cotidiano, a mais vulnerável aos sentimentos de nossas almas tão pequenas. Mas que nos faz melhores e nos engrandece através da incumbência de sermos mais do que nós mesmos, a expressão viva dos conflitos humanos, espelhos nos quais as pessoas, rindo, chorando, experimentando sentimentos inesperados, despojados de máscaras da conveniência, encontraram sua verdadeira face.
Agora vejo que essa digressão barroca foi para aliviar a confissão de que com vocês do Galpão, eu vivi meses esplêndidos, retomando os ideais da juventude, revigorado por sentimentos que se expressam numa simples palavra:AMOR.”Paulo José.
Viva Paulo José!!!

5 Respostas para “25 anos de encontros 13: Paulo José”

  1. Viva! Viva! Viva…

  2. Era o encontro que eu mais aguardava, pois foram com essas peças que eu me encontrei com Galpão.
    O Inspetor Geral e um Homem é um homem, sempre vou guardar com carinho no meu coração! Lindo Trabalho!! Que vocês façam muitos caminhos e por um desses caminhos agente se encontrem novamente!

    Parabens amados do Grupo Galpão!

  3. Nossa, Eduardo ! Fiquei emocionada com suas digressões ! Confirmo : É mesmo uma sorte termos encontrado o Paulo em nosso caminho ! Quero gritar também ! VIVA PAULO JOSÉ !!!!!!!!!!!!

  4. É maravilhoso o poder que a arte teatral proporciona-nos, encontros fantásticos como o de Paulo José e o Grupo Galpão faz com que eu também deixe meu relato de encontro inesquessível 😮 encontro do Grupo Teatral da APAC em um primeiro momento com Eduardo Moreira e depois como Grupo Galpão.Os momentos que fizeram com que eu revesse minha forma de ver a arte e quando dei conta estava também revendo minha forma de ver a vida e os outros. Procurando entender e vivenciando cada vez mais o que Eduardo disse ao grupo da APAC “… chegou um momento em que o Grupo Galpão buscava algo além de ser um grupo de teatro, buscavamos sermos melhores seres humanos…” .Hoje tenho a honra de ter sido convidado por Martingil Egipto para participar da remontagem de “A Comédia da Esposa Muda Que Falava Mais Que Pobre na Chuva”,a peça que mais permaneceu com o Grupo Galpão ,12 anos, Deus queira que eu seja merecedor de tamanha honra e que consiga realizar uma montagem compatível à responssabilidade representativa da mesma.E VIVA PAULO JOSÈ !!!!!!!!

  5. VIVA!
    saudades de PJ!

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