->Algumas notícias acerca do “Tio Vânia”

Yara esteve em Belo Horizonte para assistir ao espetáculo, depois de duas semanas de ausência. Ela gostou do que viu. Achou o espetáculo mais seguro, sem as hesitações das primeiras semanas. Conseguimos superar um estado de estarmos acossdos pelo texto e pelas marcas. Ela só nos pediu que desarrumássemos um pouco a cena, criando ruídos, algumas falas “trepadas”, algo que nos trouxesse o frescor de algo acontecendo aqui e agora. A receita funcionou muito bem e deu um novo ímpeto, sacudindo uma estrutura que começava a se acomodar em fala-contrafala-outra fala, uma acontecendo comportadamente depois da outra. O objetivo claro é de fugir da formalidade, uma espécie de boa execução das ações verbais, sem sujeiras, o que faz com que tenhamos um bom espetáculo, mas que se torna refém de uma certa formalidade. Nossa diretora detectou também uma tendência de narrar para o público o que o personagem está sentindo. Tal característica de enunciar os sentimentos se associa a uma outra tendência de buscar uma “teatralidade” em que as falas são ditas de forma frontal e que os atores acabam se apropriando de determinadas poses. O resultado imediato foi uma semana em que todas as apresentações resultaram mais desafiadoras e consistentes para todos nós, os atores.

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