->Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta”

Uma e meia da tarde. O alvoroço toma conta dos atores e de toda a equipe. Gabriel pega o rímel e começa a disfarçar os cabelos grisalhos de alguns do elenco masculino. Babaya tenta, a duras penas, puxar um aquecimento de voz. Chegam alguns abomináveis sanduíches inglêses para disfarçar a fome. Estamos por uma hora para entrar em cena. Mesmo com toda a confusão, é chegada a hora de descermos para o palco e recebermos as boas vindas do Domenique, diretor-artístico do Globe. Ele vem acompanhado pela Malu. Preparando-se para fazer seu discurso, ele saca da manga da camisa duas garrafas de cachaça brasileira. Será que ele vai propor um brinde `as 9:30 hs da manhã no horário do Brasil, antes de entrarmos em cena? Como os ingleses gostam de uma birita, tudo é possível. Feitas as saudações de praxe, ele explica: a cachaça é para abençoarmos o palco e a nossa volta ao Globe. Com as duas garrafas derramamos, Teuda e eu, a pinga em torno de todo o espaço cênico do Globe. Que os deuses orgiásticos das cerimônias de Baco abençoem nossas performances naquela casa de William Shakespeare!!! (continua amanhã)

2 Respostas para “Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta””

  1. Olá, Eduardo,

    Que espécie de felicidade mais linda essa, ter notícia de vocês aí dando um toque tão intensamente brasileiro no evento. Nunca vi o espetáculo, mas, o tenho na memória através do relato emocionadíssimo de uma amiga, a Gracinha, lá da Escola da Serra que, imagine!, um belo dia sai pra dar um passeio a pé no Parque do Ibirapuera e deu de cara com vocês apresentando Romeu e Julieta! Ela me contou tudo na sua casa em BH e recordo-me de que seus olhos se encheram de lágrimas quando disse… “Menina, quando a gente vê, já está chorando, a lua, a lua que aparece”…E foi descrevendo tudo à sua maneira, e eu imaginando à minha…Até que comprei o vídeo, mas não tive coragem de ver! Apesar de todos me dizeram, “ah, Ritinha, desista…O Galpão nunca vai remontar esse espetáculo”, eu não desisti não. Sou capaz de ir a BH só pra ver, lá na Praça do Papa, morei aí 20 ano, tenho muito boas lembranças da cidade que amo muito. Se der mesmo, vou. Tudo de bom pra vocês! Meus pensamentos, minha melhor energia. E um grande abraço, forte e bom!
    Rita De Blasiis

  2. Oi Eduardo, estou na maior ansiedade para acompanhar essa história, que na verdade acompanho desde 1993, quando conheci o Galpão representando o emocionante Romeu e Julieta no Campus da UFMG. Agora acompanho de longe, pois moro em SP, e fico sempre atenta quando estarão por aqui para eu matar a saudade… Aliás, quando vcs trarão Romeu e Julieta pra cá? Mal posso esperar!

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