->Turnê São Francisco

Aí vai o relato da atriz Simone Ordones sobre a primeira etapa da TURNÊ SÃO FRANCISCO…muito obrigado a todas as cidades que prestigiaram o Galpão!

A turnê do Galpão pelo vale do São Francisco-MG começou no dia 25/05:

A primeira cidade foi Diamantina ( que não pertence ao Vale)
Apresentamos no XIV Seminário de Economia Mineira 2010.
Nosso Hotel (Imperador) tinha um café da manhã muito mineiro cheio de quitutes. Delícia!
Meu quarto tinha um sacadinha que dava para um vão, que ouvíamos todos os sons íntimos dos quartos vizinhos( até pum dava para ouvir).
O hotel era bonitinho. O jantar era na Pousada do Garimpo a comida era gostosa, mas as sobremesas eram excelentes!
O cozinheiro tem um nome artístico, Vandeca.
Lotamos a praça lotada (havia umas 600 pessoas).
Diamantina está bem cuidada, uma joinha !
É sempre bom retornar!

São Francisco, a primeira do Vale.

O hotel era enorme( não consegui entender por quê ? devia ter uns 80 quartos).O nome do hotel? :

Pallas Hotel, dizem as más línguas pallas fitas.

Teuda ficou hospedada num quarto jaula ( como disse a língua do Paulo Andre)

E todos os hotéis da turnê que ficamos, haviam escadas que tínhamos de subir com nossas malas grandes, mas os 4 coitados dos cinegrafistas que levamos para documentar a turnê estavam com um equipamento pesadíssimo e ficaram exaustos com o chega e vai. Ficávamos no máximo 2 dias em cada cidade.

O mais bizarro do hotel Pallas era o salão do café da manhã que era dividido por um muro  e acima dele uma cerca elétrica, para as pessoas não pularem para o outro lado, onde serviam as refeições.

Uma coisa comum nos quartos dos hotéis que ficamos é a ausência de lençóis de cima para cobrir e toalha de rosto.
Apresentamos no Cimentão, no meio de muita poeira.

O público compareceu foi lindo! Devia ter umas 1.500 pessoas,

O espetáculo foi morno, tivemos probleminha de som

Eu, Beto, Bia, Pôla,Wlad, Nem,Elton, Marcelo (super ajudante do Nem)e Davi(fotógrafo) fomos pedir a benção ao grande Rio São Francisco, mergulhamos numa prainha bem bonitinha.

A melhor muqueca de surubim da turnê foi no restaurante Peixe Vivo, e tinha uma vista privilegiada do rio.

As pessoas do lugar eram bonitas num tom moreno de pele de dar inveja.

O mais utilizado meio de transporte da cidade é a bicicleta.

Fomos participar de um bate papo numa escola pública Tancredo Neves e era impressionante o tanto de bicicleta estacionada na escola.

São Romão:

Foi a grande surpresa da turnê.

Para chegar em São Romão tivemos que atravessar de balsa com nosso ônibus GIGANTE que lógico engastalhou na passagem da terra para a balsa.

A vista era tão bonita que deixamos a preocupação para os pobres dos motoristas ( Zé e Marcelo, ambos de Divinópolis) .

A cidade estava comemorando a festa do Divino .

Á cada ano um Imperador é coroado e sua família recebe os convidados que quiserem participar da festa.

Com direito a batida, cachaça, cerveja, vaca atolada, farofa, pastel, biscoito…

Uma fartura que a cidade contribui com doações e também com cozinheiras voluntárias. A festa começa às 5:00h com a Alvorada , a banda passa tocando pela cidade e os fogos de artifícios queimando.

Às 9:00h  missa onde o Imperador é coroado, e tem a coroação de N. Senhora também, após a missa começa a comilança na casa do Imperador.E prá lá fomos.

Durante a festa a banda ficou tocando o tempo todo( a sobrinha da Gilma, nossa produtora, toca clarineta na banda).O tempo todo eramos servidos.Os donos da casa e seus convidados tinham uma simpatia tocante.

A secretária de cultura, Cândida foi de muito gentil conosco e principalmente com a Teuda,levava ela para baixo e pra cima.

O melhor lanche da turnê foi em São Romão :folheado de palmito quentinho, empadinha de abóbora e queijo, rocambole de carne seca, sucos….A Padaria Forno à Lenha é um oásis numa cidade pequena como São Romão .

O espetáculo foi bom. Havia um público de 1.000 pessoas com os olhinhos bem atentos.
O local do espetáculo foi o mais bonito da turnê, no fundo do palco palmeiras Imperiais que acompanhavam o palco até o velho Chico

Em S. Romão tem um pé de tamarindo de 300 anos, um verdadeiro espetáculo da natureza.Dizem que na época dos escravos, eles se refugiavam nela, subindo nos troncos, e alguns ficavam ali até a morte.

Os antepassados da  cidade foram índios e escravos e formaram os caboclos .

A tradição cultural da cidade é toda cabocla, ainda.

Talvez pela dificuldade geográfica de chegar até lá, assalto teve um só, cujos assaltantes se deram mal, atolaram no pântano com todo o dinheiro que roubaram do banco.

População: 8.000 Hab.

Fomos tocados no coração em São Romão e esperamos voltar.
Pirapora:

Muito bom voltarmos a hospedarmos na embarcação do Benjamim Guimarães.

È apertadinho mas é bem aproveitado.

Nadamos no São Francisco de novo, êh delícia!

Apresentamos no Centro de Convenções, estava muuuito cheio umas 2.500 pessoas.

E tivemos um problema sério com o rack de luz do espetáculo. Atrasamos uma meia hora e o pobre do Wlad, nosso técnico de luz, passou um APERTO.

Na cena do padre e a cozinheira, o som e a luz apagaram, foi um desespero porque o pátio do Centro de C. estava lotado.

E o mais bonitinho é que o público ficou em silencio absoluto.E a cena continuou, lá pelo final da cena a luz voltou e ficou até o final do espetáculo.Graças ao bom Deus!  Este espetáculo foi o melhor da turnê.

Acho que foi pela tensão.

3 Marias:

O local da apresentação não foi dos melhores foi numa rua com um asfalto irregular . Deu muito trabalho para o Veveco, nosso cenotécnico.

Mas o pior para um grupo de teatro de rua estava por vir ….

a chegada da incontrolável  CHUVA .

Ficamos maquiados e vestidos com tudo à ponto de bala para apresentarmos , e o que conseguimos foi molhar tudo, a troco de nada.

Não conseguimos apresentar em 3 Marias.

Foi uma pena porque nunca nos apresentamos lá.

Por fim guardamos a viola no saco e voltamos para casa.

Uma turnê quase perfeita!

Fim

por Simone Ordones

Em Diamantina. Crédito: Marcello Marques e Davi Collares

Em Diamantina. Crédito: Marcello Marques e Davi Collares

3 Respostas para “Turnê São Francisco”

  1. Lindo diário de bordo.
    Fiquei com vontade de seguir junto na caravana.
    Minas é linda, o São Francisco é mágico, e vocês são fantásticos. Parabéns.
    Lu

  2. Oi queridos,
    que delícia de relato da Simone!
    É tão bom saber das andanças de vocês. Em julho estarei mais uma vez em BH, quem sabe agora consigo encontrá-los?
    Abraços saudosos.

    Beto

  3. Eduardo Moreira, beleza de viagem pelo sertão Guimaraniano do São Francisco. Somente uma breve e observação. No meu humilde entendimento, o selvagem é natural e, de maneira geral, bom. Então, eu não classificaria os motoristas de Tres Marias na categoria “selvagem”. Pode se tratar de bárbáros, sem educação, mas indio e animais da selva são bons são selvagens por principio. Indio não seria “bonzinho” com gauchos e mineiros que vieram pra Roraima enriquecer e PRODUZIR a terra arrazada. O transito é urbano, da cidade, não é selvagem. Parabens a Simone Lemos, a você e todos do Galpão. Claret

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