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Eduardo Moreira

Natural do Rio de Janeiro, deu seus primeiros passos no teatro, montando espetáculos no movimento estudantil da faculdade de filosofia da UFMG e junto a grupos musicais como CURARE e Mambembe, ligados à Fundação de Educação Artística, já em Belo Horizonte, no final da década de 70 e início dos 80.

Depois de uma série de montagens no teatro profissional da cidade, fundou em 1982 o grupo Galpão, do qual é um dos alicerces e seu diretor artístico. Participou de todas as 24 montagens do Galpão ao longo desses quase 37 anos, tendo ganhado prêmios por suas atuações em espetáculos como “De olhos fechados” (ator revelação em 1983), “O inspetor geral” (ator coadjuvante em 2003), “Um Molière imaginário” (melhor diretor em 1998), tendo ainda sido indicado ao prêmio Molière no Rio por sua atuação em “A rua da amargura” (1995) e prêmios SESC/SATED por trabalhos de ator em “Álbum de família” (1991), “Um trem chamado desejo” (2000), “Um homem é um homem” (2007) e “Tio Vânia” (2012).

Dirigiu inúmeros espetáculos em parceria com diferentes grupos no Brasil e no exterior, com o Dell’Arte Company da Califórnia (EUA), Clowns de Shakespeare de Natal (RN), Teatro da Cidade e Teatro da Aldeia de São José dos Campos (SP), grupo Boca de Cena de Aracaju (SE) e os grupos mineiros Grupontapé de Uberlândia e Maria Cutia, Malarrumada e Galpão Cine Horto de BH.

Como dramaturgo escreveu vários textos como “De Tempo Somos”, “Nós” e “Outros”, montados pelo Galpão, além de ter feito várias adaptações de textos em “Os Gigantes da Montanha” de Luigi Pirandello e “Um Molière Imaginário” (baseado em “O Doente Imaginário”) de Molière.

No cinema atuou em inúmeras produções, destacando-se “O Ano que meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer; “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton; “Mutum”, de Sandra Kogut; “Moscou”, de Eduardo Coutinho; “Mão na Luva”, de Roberto Bontempo; “Meu pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein; “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo; “Joaquim”, de Marcelo Gomes e “Elon Não Tem Medo da Morte”, de Ricardo Alves Jr.

Além de ter atuado em curtas como “O Crime da Atriz”, de Elza Cataldo; “Rua da Amargura” de Rafael Conde; “Para Tchékhov”, de Inês Peixoto; “No Andar de Baixo”, de Leonardo Catapreta, e dirigido o curta-metragem “Tricoteios”. Na televisão além de participações em capítulos de novelas, minisséries e casos especiais, participou do programa “A Paixão Segundo Ouro Preto” e da minissérie “Menina Sem Qualidades”, dirigida por Felipe Hirsch.

Escreveu os livros “Grupo Galpão: 25 anos de encontros” e sete volumes da coleção de diários das montagens do grupo, relatando o dia a dia de ensaio dos espetáculos “A Rua da Amargura”, “Encontro com Paulo José”, “O Inspetor Geral”, “Um homem é um Homem”, “Till, a saga de um herói torto”, “Tio Vânia” e “Os Gigantes da Montanha”.

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