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Eduardo Moreira

Natural do Rio de Janeiro, mudou-se para Belo Horizonte em 1974. Fez suas primeiras incursões no teatro no final da década de 1970, montando espetáculos dentro do movimento estudantil da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (FAFICH), e junto aos grupos musicais CURARE e Mambembe, ligados à Fundação de Educação Artística. Participou de “Murro em Ponta de Faca”, dirigido por João Marcos Machado Gontijo, sobrinho de Maria Clara Machado e, em 1981, integrou o elenco de “Me Aperta, Te Aperta, Te Espeta”, espetáculo que ganhou o Prêmio Mambembão, fazendo temporadas no Rio e em São Paulo. Em 1982, participou de um longo trabalho de oficinas e de formação teatral com os diretores George Froscher e Kurt Bildstein do “Freies Theater” de Munique (Alemanha) que deu origem ao espetáculo “A Alma Boa da Setsuan”, de Brecht. No mesmo ano, fundou o Grupo Galpão, tendo participado de todas as suas montagens, tanto como ator, quanto como diretor (“Um Molière Imaginário”) e assistente de direção. Desde a fundação do grupo, tem sido responsável pela sua direção artística. Ganhou prêmios de ator revelação e melhor ator coadjuvante com suas atuações nos espetáculos “De Olhos Fechados”, “O Inspetor Geral” e “Um Molière Imaginário”.

Foi indicado para o prêmio Molière do Rio de Janeiro de melhor ator pelo espetáculo “A Rua da Amargura” e Sesc/SATED pelos espetáculos “Um Trem Chamado Desejo”, “Um Homem é um Homem”, “Pequenos Milagres” e “Tio Vânia”. À parte dos trabalhos com o Galpão, dirigiu espetáculos no Galpão Cine Horto, além de parcerias com os grupos: Dell’Arte de Blue Lake, da Califórnia (EUA), Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), companhia Teatro da Cidade de São José dos Campos (SP), grupo Boca de Cena, de Aracaju (SE), os mineiros da  Cia. Malarrumada, Grupo Maria Cutia de Teatro, Grupontapé de Uberlândia, entre outros. Como dramaturgo escreveu “De Tempo Somos” e “Nós” (em parceria com Marcio Abreu), ambos montados pelo Galpão, além de ter feito várias adaptações de textos em “Os Gigantes da Montanha” de Luigi Pirandello e “Um Molière Imaginário” (baseado em “O Doente Imaginário”) de Molière.  No cinema já atuou em produções como “O Ano que meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer; “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton; “Mutum”, de Sandra Kogut; “Moscou”, de Eduardo Coutinho; “Mão na Luva”, de Roberto Bontempo; “Meu pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein; “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo; “Joaquim”, de Marcelo Gomes e “Elon Não Tem Medo da Morte”, de Ricardo Alves Jr.

Além de ter atuado em curtas como “O Crime da Atriz”, de Elza Cataldo; “Rua da Amargura” de Rafael Conde; “Para Tchékhov”, de Inês Peixoto; “No Andar de Baixo”, de Leonardo Catapreta, e dirigido o curta-metragem “Tricoteios”. Na televisão além de participações em capítulos de novelas, minisséries e casos especiais, participou do programa “A Paixão Segundo Ouro Preto” e da minissérie “Menina Sem Qualidades”, dirigida por Felipe Hirsch.

Escreveu os livros “Grupo Galpão: 25 anos de encontros” e sete volumes da coleção de diários das montagens do grupo, relatando o dia a dia de ensaio dos espetáculos  “A Rua da Amargura”, “Encontro com Paulo José”, “O Inspetor Geral”, “Um homem é um Homem”, “Till, a saga de um herói torto”, “Tio Vânia” e “Os Gigantes da Montanha”.

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