(2005 - 2007)
“Um Homem é um Homem” é uma peca escrita e várias vezes reescrita por Brecht, entre 1926 e 1956, ano de sua morte. É uma comédia que se situa numa fase de transição e de formação da teoria brechtiana sobre o chamado teatro épico.
Misturando elementos de cabaré, circo, teatro de rua, música e teatro épico, a peça narra a transformação do estivador Galy Gay numa máquina de guerra. Um alerta sobre o poder da manipulação e os perigos que corre aquele que não sabe dizer “não”. É o caso de Galy Gay, que sai para comprar um peixe, acaba ficando com um pepino e por fim é submetido a um falso fuzilamento. Redivivo, toma uma nova identidade - a do soldado Jeraiah Jip, que fora ferido e preso num assalto a um templo religioso. Tudo isso, tendo como pano de fundo a guerra de ocupação de um exército ocidental, num longínquo país do oriente que, na adaptação de Paulo José, ganha contornos mais nítidos de ligação com a atual guerra do Iraque.
O espetáculo foi montado para locais abertos, podendo ser encenado também em teatros. A música, dirigida pelo maestro Ernani Maletta, é executada e cantada ao vivo pelos atores, usando temas de montagem de 1956 do compositor Paul Dessau, além de citações de composições de Kurt Weil e do próprio Brecht. |

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