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Repensando caminhos (2014 – 2016)

Depois de mais um espetáculo de grandes dimensões, como “Os Gigantes da Montanha”, que chegou a reunir quase 50 mil espectadores em seis apresentações, nas praças de Belo Horizonte, o Galpão repensa seus caminhos. Uma alternativa pensada foi a de ocupar espaços não convencionais, com uma estrutura mais simples e despojada.

Com direção interna, dessa vez a cargo das atrizes do grupo, Lydia Del Picchia e Simone Ordones, nasce “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão” (2014). O espetáculo propõe uma viagem musical pelas canções que fizeram parte do repertório do grupo, contemplando temas e composições usadas desde a década de 1980 (“A Comédia da Esposa Muda”) até 2011 (“Eclipse”). Amarrado com textos poéticos de autores como Baudelaire, Saramago, Nelson Rodrigues, Leminski, Tchékhov e Calderón de la Barca, o espetáculo faz uma ode à passagem do tempo e à permanência do teatro como ato que nos une e nos justifica como coletivo.

O passo seguinte foi a parceria com o diretor Marcio Abreu (Cia Brasileira de Teatro), na criação do espetáculo “Nós” (2016). Fruto de uma profunda reflexão sobre a dimensão política do teatro, o trabalho foi construído a partir de improvisações criadas de temas como o conflito entre a esfera do público e do privado, do indivíduo e do coletivo, do dentro e do fora, da possibilidade de convivência entre as diferenças e da tensão entre minorias e maioria. Transitando entre o tênue limite da representação e da performance, “Nós” reafirma a face heterogênea e inquieta da pesquisa do Galpão, grupo que, ao longo dos últimos 35 anos, se constituiu como um dos mais significativos da história do teatro brasileiro.

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